Caiçara e biblioteca viva do Cambury, Tia Alcina faleceu ontem!

Ontem, dia 09 de janeiro, às 8 horas da manhã, a querida Tia Alcina descansou, depois de uma longa vida desfrutada quase sempre com os mínimos vitais. Ao lado do Sr. Genésio dos Santos (que ainda está vivo), Tia Alcina era uma das Caiçaras mais idosas do Camburi. Durante muitos anos viveu numa casinha simples e era querida por todo mundo. Conforme já dizem “sempre brilhará nos corações e na memória da população caiçara e indígena do litoral norte! Sim. Porque ela era bastante conhecida entre os índios da região e uma das poucas mulheres a falar tupi!

Uma das mulheres mais sábias do Cambury das Pedras Ubatuba SP. A anciã era uma biblioteca viva, de histórias e memórias, sobre os acontecimentos da praia e do sertão do Cambury. No dia 04 de março de 2017 ela completaria 95 anos.

O Enterro estava previsto para às 10hs no Cemitério de Cambury

O velório aconteceu hoje dia 10 de janeiro no centro comunitário.

 

Assista ao vídeo em homenagem à Tia Alcina, que deixa muitas saudades.

 

Memórias do Cambury – Quilombolas e caiçaras
https://www.youtube.com/embed/WEZ2Al3dLkM

 

Caiçara é assassinado a tiros durante assalto em Cambury

Nesta madrugada de segunda-feira (06.abril) quadrilha de bandidos matou a tiros o caiçara de 74 anos, conhecido como Sr. Ailton, zelador do camping Ipê, desde a década de 1970. Não resistiu e morreu no local. O seu filho, de 20 anos, também foi baleado por criminosos após o assalto, ocorrido na praia do Cambury, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

Preço da vida: quadrilha fugiu com R$ 7 mil

De acordo com a Polícia Militar, cerca de quatro homens invadiram  a casa onde eles moravam no bairro Camburi e fugiram levando dinheiro. A polícia informou que a ação teve início por volta da meia-noite, quando os assaltantes renderam o idoso e a esposa dele pedindo dinheiro. Após ser ameaçado, o homem entregou uma quantia de R$ 7 mil aos criminosos, que ainda o levaram para o lado de fora da casa e pediram mais dinheiro.
Ao perceber que o idoso já tinha entregado todo dinheiro que tinha guardado, a quadrilha efetuou dois disparos contra ele. O homem, que era proprietário de um camping na cidade, ficou ferido no tórax e no abdômen. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Ao ouvir os tiros, o filho do casal que dormia no imóvel, saiu da casa e se deparou com os assaltantes. Ele foi atingido por um tiro no braço e encaminhado para a Santa Casa da cidade. Após a ação, os criminosos fugiram em motocicletas levando o dinheiro roubado. Ninguém foi preso e o caso será investigado pela Polícia Civil.

Camping Ipê

O Ypê Camping foi fundado no final da década de 1970 pelo Sr. Airton em uma área descampada de 50.000 metros quadrados em frente à Praia Mansa de Cambury, com a ajuda da Elza Fontenelle plantaram árvores frutíferas por todo o camping (araçazeiro, goiabeiras, cajuzeiros etc.), criando o espaço agradável que se tem hoje com sombras e frutas, fizeram também o primeiro restaurante na Vila e banheiros com chuveiro quente aquecido por caldeira (hoje os chuveiros são elétricos e a agua vem direto das cachoeiras).

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CASA DA FARINHA, documentário sobre raízes e memória quilombola

O vídeo CASA DA FARINHA foi exibido na TV Cultura em 18/04/2009, no programa Campus Documentário produzido como disciplina do curso de Rádio e TV da Univap Narra a luta de uma comunidade remanescente de quilombolas em busca de seu reconhecimento e do resgate de suas raízes, memórias e práticas socioculturais.

Direção e Roteiro: Paulo Aragão

Assistente de direção e Roteiro: Luciana Bertolini

Edição: Rodrigo Augusto

Narração: Thales Alves

Duração: 24 minutos.

VEJA OUTROS VÍDEOS NA SEÇÃO – MÍDIAS

Produtos das Oficinas de Memória: Xilogravuras, Desenhos e Matrizes

APROPRIAÇÃO CULTURAL: ARTE, MEMÓRIA & INFORMAÇÃO

Os produtos culturais do Cambury são criações que expressam ideias, valores, atitudes e criatividade artística e que falam de memória e informação sobre o presente, o passado e o futuro, de origem popular (xilogravura como artesanato), os quais não tem a finalidade de abastecer o mercado de consumo, mas expressar os frutos da APROPRIAÇÃO SOCIAL DE SABERES, cujo valor simbólico e imaterial extrapolam os limites locais.

VISITE TAMBÉM A BIBLIOTECA DIGITAL DO CAMBURY: http://tecnicabiblioteconomia.wordpress.com/arte-xilogravura/

Passados presentes: memória viva africana

Histórias contadas por gerações, desde o século XIX, lembram aventuras de escravos que fugiram do tronco, maldades dos donos de fazendas e criam até alguns fantasmas. Essa memória está muito viva hoje nos remanescentes de quilombos no estado do Rio de Janeiro, onde também se mantêm tradições de origem africana, como o jogo do pau e o jongo.

Em 2011, com a conclusão do documentário “Passados Presentes, memória negra no sul fluminense”, o LABHOI (Laboratório de História Oral e Imagem da UFF) fecha um ciclo de filmes de pesquisa sobre a trajetória, a memória e o patrimônio cultural dos descendentes dos últimos escravos da antiga província do Rio de Janeiro.

A produção começou em 2005 com a realização de “Memórias do Cativeiro”. Essa primeira experiência fílmica abriu novos caminhos de comunicação, de linguagem e de pesquisa e despertou nas professoras Hebe Mattos e Martha Abreu o interesse em expandir e aprofundar acervo e a escrita historiográfica audiovisual do LABHOI (www.labhoi.uff.br).

Cada filme produziu e trabalhou o acervo a partir de um recorte de pesquisa específico, circulando por personagens, lugares, danças, desafios e expressões comuns. Juntos, os diferentes pontos de vista sobre a história dos descendentes dos últimos escravos da antiga província do Rio de Janeiro se somam, permitindo uma visão mais ampla e complexa de cada um dos temas trabalhados.

A coletânea LABHOI da UFF, intitulada Passados presentes, reúne os seguintes filmes:

Para adquirir a coletânea acesse o site da Editora da UFF: www.editora.uff.br

Fonte: http://www.labhoi.uff.br/passadospresentes/

Ilha de Anchieta: do Inferno ao Paraíso – documentário

DO INFERNO AO PARAISO – DOCUMENTÁRIO IMPERDIVEL

Dia 26 de Abril, em Ubatuba, no Auditório do Sobradão do Porto, ocorrerá a estreia do filme documentário “Do INFERNO AO PARAÍSO” (A Rebelião da Ilha Anchieta ), com o apoio da Prefeitura de Ubatuba e da Fundart. O documentário retrata a história verídica daquela que foi considerada a maior rebelião de presos do mundo, ocorrida em 1952 na Ilha Anchieta – Ubatuba – SP. Conta com depoimentos do Tenente Samuel Messias de Oliveira e demais personalidades. A estreia em São Paulo está prevista para o mês de Junho.

Sinopse

O documentário “DO INFERNO AO PARAÍSO-ILHA ANCHIETA”, uma realização da ND PRODUÇÕES com direção de Dimas Oliveira Junior e José Inácio da SIlva, conta a história de talvez a maior rebelião de presos do mundo, ocorrida em 20 de Junho de 1952, no Presídio de Segurança Máxima da Ilha Anchieta (Ubatuba-SP). Com depoimentos do escritor e pesquisador Tenente Samuel Messias de Oliveira e de sobreviventes da rebelião, o documentário apresenta fatos inéditos sobre o fato, justamente neste ano em que se comemoram 60 anos da sangrenta rebelião. Tempo total do documentário: 60 minutos.

Realização: ND Produções Artísticas; Produção: 2012

 

Do inferno ao paraíso

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Assista o trailer do documentário

 

Fonte: http://youtu.be/bcNc5L4EE0A

Memória viva da cultura de Cambury “Vai quem quer”

Bloco carnavalesco do Cambury “Vai quem quer”

A elite cultural do país costuma ignorar a existência das festas populares. A boa notícia é que em 2013, o bloco de carnaval popular do Cambury “Vai quem quer” foi reconhecido pela Fundart e a Secretaria de Cultura do município, como um dos mais antigos da cidade de Ubatuba.

O idealizador e promotor da tradicional marcha de carnaval é o caiçara conhecido como Simão Preto, homem simples, cordial e hospitaleiro, que mora no setor Jambeiro do bairro do Cambury, entre o mangue e a praia. Lá, ele recebe vários amigos e outros amantes do samba para se divertir, trocar ideias e pensar formas de intervenção cultural na região norte do estado de São Paulo, bastante esquecida pelo poder público há algumas décadas.

Simão Preto, mestre e regente do tradicional bloco do Vai Quem Qué, divide seu quintal com uma comunidade de guaiamuns, caranguejos de restinga. Neste vídeo ele nos conta como seus inquilinos reagem à presença da luz. “É o guaiamum em choque com a noite que reluz! Óh que saudade!”

Simão Preto é como um mestre griô que reúne amigos em torno do canto, da música e do batuque dos tambores, expressão cultural que faz parte da tradição dos moradores caiçaras e quilombolas do bairro do Cambury, divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Veja galeria de imagens sobre o Bloco de Carnaval “Vai Quem Quer”, organizado por Simão Preto, na praia do Cambury:

https://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/protagonistas/simao-preto/.

Camiseta oficial do bloco de carnaval do Cambury "Vai quem quer", 10 de fevereiro de 2013.

Camiseta oficial do bloco de carnaval do Cambury “Vai quem quer”, 10 de fevereiro de 2013.