No princípio era a Toca da Josefa…

Conforme explica-nos Sr. Genésio dos Santos, 85 anos, líder comunitário e quilombola de Camburi, há cerca de uns 200 anos, o cativeiro torturava e judiava muito dos negros, com a força do látego e o ferro quente. Quando um negro fugitivo era capturado, faziam-no subir, nu em pelo, uma árvore bem alta e depois atiravam de cima para baixo, sem dó, mas com farra e gargalhadas, até que o corpo se estatelasse no chão. Josefa era uma negra escrava de uma das fazendas da vizinha Paraty, bonita e valente, mas não pôde suportar a escravidão! Corajosa, fugiu com outros negros, que vieram refugiar-se em Ubatuba no bairro do Camburi, três morros depois da Cachoeira da Escada, a 550 metros de altitude. Morou até o fim de sua vida em uma toca. Esta negra bonita, segundo contam seus descendentes, era a única do grupo que descia de tempos em tempos à praia para pegar mariscos, peixes e outros alimentos, destacando-se assim como líder do grupo e dando origem aos primeiros descendentes quilombolas da região norte do município.

“O meu nome é Genésio dos Santos. Nascido e criado aqui no bairro do Camburi. Permaneço aqui. Agora, a data do nascimento… Eu hoje tô com oitenta anos [em 2007]; eu sou de vinte e cinco de março. Então, faz as contas pra ver se tá certo. Oitenta, né? É; nós aqui; esta pessoa que está falando com o senhor, Genésio dos Santos, nascido e criado aqui no Camburi, a minha descendência é de Inácio Basílio dos Santos. Isso enquanto ele permaneceu aqui no Camburi, né? Ele veio fugido, né? Do tempo da escravatura que laçava pessoa, pegava pessoa de qualquer jeito, judiava. Principalmente a cor negra, a parte negra como eu sou, né? Então, esse povo, no passado, era muito judiado. Demais, né? Era muito maltratado. Eles contavam que eles faziam assubir nas árvores, né? Davam tiros para ver as pessoas caírem, né? Achavam que aquilo era bonito. Então, nessa época, esse Inácio Basílio dos Santos… eles vieram para cá. Agora permanece a descendência, o povo do Camburi, o caiçara daqui do Camburi, essas duas famílias. Disso eu tenho a certeza: da família Inácio Basílio dos Santos e dona Vera Cristina. Então, toda a descendência hoje que mora aqui no Camburi é dessas duas descendência. Não é de mais ninguém! Vera Cristina e Inácio Basílio dos Santos, que é a minha descendência. Agora… essa dona Cristina… eu acompanhei o enterro dela. Eu era criança, moleque. Eu acompanhei o enterro dela pro Ubatumirim. Aqui não tinha cemitério ainda. Lá no Ubatumirim… cento e quinze anos. Cento e quinze anos: a idade em que foi sepultada. Agora, além dela também, aqui era o esconderijo da dona Josefa. Essa dona Josefa morava no coração do Camburi, no centro da mata da serra do Camburi. E essa toca da dona Josefa permanece até hoje. É lá em cima, no centro do Camburi. Dá cinco horas de viagem pro senhor ir lá em cima caminhando, na toca da dona Josefa, e voltar aqui na praia do Camburi. Fica bem no coração do Camburi, no centro da praia, mas só que é na serra.

Quilombola Uelinton, abrindo caminho na Mata Atlântica. Para alcançar o topo da serra, elevado a 550 metros do nível do mar, é preciso muita disposição, mas a vista da Toca da Josefa é maravilhosa, aqui onde tudo teria começado…

Então, essa dona Josefa, a convivência dela era nas matas. Todo o tempo da vida, enquanto ela viveu aqui, era nas matas. Essa dona Josefa saiu dessa toca… Essa toca hoje é bem zelada, é bem caprichada; o pessoal vai lá. Eu tenho recebido aqui, agora poucos dias, agora, tá fazendo um mês, um mês e pouco, teve aqui uns estudantes que foram na toca, conveniente ao pessoal do quilombo aqui. A Andréia, a professora Andréia, acompanhou. Até as minhas netas acompanhou pra ir na toca da Josefa. Então, essa toca é hoje bem zelada, bem caprichada. Dela enxerga parte do mar, do Camburi todo. Agora, parece que não enxerga a Ponta da Trindade por causa das árvores que encobriu. A Mata Atlântica encobriu”. […]

Em 2008, foi organizada uma caminhada até a Toca da Josefa, com a participação de monitores guias, treinados especialmente para este tipo de trilha. Agendamentos: escolinhajambeiro@gmail.com.

“Então, essa dona Josefa, ela convivia nas matas todo o tempo de vida. O que era ganha-pão dela? Como era a convivência dela, o viver lá? Então, ela cortava o terreno, o lombo do morro; fazia-se um chiqueiro com um alçapão. E depois daquela armadilha, de assubir e descer, ela fazia uns toques, fazia uns pregos de jiçara ou do pati bem devez, bem aguçado, bem feitinho. Chegava lá no centro da terra, nesse chiqueiro, enterrava, plantava; ali fazia ponta toda agulhada, toda pra cima. Quando esse animal pesado, como onça, como queixada, vinha, pisava naquela armadilha, descia por ali abaixo, batia lá embaixo e ele mesmo se sangrava naqueles picos, naqueles pregos de pati, da jiçara, do coco de brejaúva, da madeira do coco da brejaúva. Aquilo é muito forte! Se sangrava, né? Então, o que fazia ela? Então ela fazia dois, três, quatro… Ainda tem o cenário. O grupo que esteve agora lá falou pra mim que tem os sinais do corte, da terra, de tudo o que ela fazia. Então, ela pegava esse animal, alimpava lá nas mata. Alimpava e cortava todo e trazia aqui, pra povoação do Camburi na época, levava para a Trindade, levava na Vila da Picinguaba. Então o que fazia ela? Ela dava essas carnes do bicho do mato (do queixada, da onça) e aí, o que fazia ela? Ela pegava o arroz, o feijão. Naquele tempo era a banha, não era o óleo. Era a banha. Pegava a banha para tempero, farinha da mandioca… levava tudo para a toca. Então a convivência dela era isso assim. Só que ela não saía em cidades. Em cidade ela não saía. Ela não saía em cidade por causa dos jagunços, os malfeitores que estavam à caça, procurando. Eles procuravam, indagavam, perguntavam se não tinha fulano, sicrano. Então, nessa época, como aqui – Camburi – não tinha estrada de carro, nem animal de carga passava. Então eles ficram todos escondidos aqui… e o tempo foi passando, como a dona Cristina, o tempo foi passando, e aqui arrumaram família, como eu mesmo conheci e dou o nome delas. Aqui, filhas da dona Cristina: Francisca, Januária, Aintinha, Luiza, dona Virgília… Conheci cinco! Cinco filhas dela; todas casadas aqui no Camburi. Naquele tempo, o casamento, o senhor sabe, o casamento todo era no religioso – o casamento do padre. A não ser isso, era amasiado. Outros falavam amigado, amasiado, né? Então viviam cem anos, muitas vezes, né? Viviam aqueles amasiados, tinham os filhos, as filhas… Então, por muita vez, tinha muito que até nem era reconhecido no cartório. Depois, na vinda dos filhos, depois, é que era reconhecido para registrar o filho. Então era assim! Então o senhor vê que essa foi uma descendência aqui do Camburi, dessa época, que veio todos dos escravos. Agora, essa família hoje, é como o caso da minha família, né? Aí a família hoje virou uma ‘salada de frutas’. Por que muitas vezes eu falo isso? Porque hoje, eu, dentro da minha família, eu tenho sobrinha primeira, sobrinha segunda, sobrinha terceira loira, de olhos verdes, assim como os senhores, né? Outros castanhos, outros azuis, né? Porque a minha família hoje virou uma ‘salada de frutas’? Porque eu arrecebi aqui quatro moços de fora, quatro moços que não era do lugar, vieram de outro lugar, daqui do Estado de São Paulo. E aqui até vou citar os nomes deles; aqui, neste momento: Manoel Firmino Soares, Carmo Firmino Soares, Donato Firmino Soares, Antonio Firmino Soares. Quatro irmãos casaram com quatro prima-irmãs minha; tudo escuras. E eram brancos! Há muitos anos passados, há mais de setenta e poucos anos casaram. E aí o que acontece?”

Fonte: José Ronaldo, editor do blog http://www.coisasdecaicara.blogspot.com.

Agenda cultural – Fundart – matrículas abertas!

Oficinas Culturais Fundart/2012

43 cursos tiveram início neste mês

No último dia 1º de março tiveram inicio as Oficinas Culturais Fundart. Este ano, 43 cursos funcionam, distribuídos pelas regiões: norte, oeste e centro.

São eles: Artesanato (biscuit); Dança de Rua; Pintura em Tecido; Capoeira; Reciclagem; Acessórios e Bijuterias; Jogos e Brinquedos; Artesanato; Cestaria e Jornal; Cenas do Cotidiano; Preparação de Atores; Bordado; Teclado; Dança do Ventre; Piano; Dança de Salão; Tecelagem; Canto Lírico; Coral Adulto; Cerâmica; Iniciação às Artes; Fotografia; Teatro Dança; Teatro 3º Idade; Teatro Infantil; Preparação para Atores; Bordado; Pintura em Tela; Desenho; Cavaquinho; Violão; Artes Circenses; Percussão; Ballet Clássico.

Obs. Alguns dos cursos acima citados têm desdobramentos, como a capoeira, com 2 modalidades.

As matriculas estão abertas. Informe-se pelos telefones: (12) 38337000/38337001 ou pessoalmente na Fundart, Praça Nóbrega, 54 – Centro (antigo Fórum). Alguns cursos estão com vagas esgotadas.


Corpo de Baile de Caraguatatuba

Faz apresentações em Ubatuba

Mostrando o espetáculo “Encontros”

Com três apresentações, o Corpo de Baile de Caraguatatuba se apresentará em Ubatuba no próximo dia 24, sábado. Pela manhã, às 10h00, o espetáculo será na Praça Bip (local da Feira Livre). À noite, às 20h30, será na Praça da Matriz. No período da tarde, às 16h00, no Sobradão do Porto (fundos), entrada pela Rua Balthazar Fortes, será franqueado um Workshop de dança pelo grupo.

O Corpo de Baile foi vencedor do último PROAC – Novas Produções em Dança e está iniciando uma série de apresentações por várias cidades. A direção geral é de Cristina Neves.


Com 23 anos de história

Paixão de Cristo/2012 prepara encenação

A montagem do espetáculo de encenação da Paixão de Cristo/2012, que este ano completará 23 anos de história, em Ubatuba, já teve início a partir do último dia 27 de fevereiro, e prosseguirá durante todo o mês de março.

A apresentação será no próximo dia 06 de abril – Sexta-feira da Paixão, na Praça de Eventos; Av. Iperoig (Calvário) e Morro da Prainha (Crucificação e Ressurreição).

Participe da “Paixão de Cristo”

Inscreva-se para participar do elenco. Informações pelos telefones: (12) 3833-7000/7001 (Fundart), com Marilena Azevedo ou diretamente no Convívio das Artes – Av. São Paulo, nº 379 – Perequê-Açu, de 2ª a 5ª feira, a partir das 19 horas.


Anunciando a Romaria / 2012

Folia do Divino Espírito Santo

Fez apresentação no Auditório Fundart

 O grupo de Folia do Divino Espírito Santo, de Ubatuba, se apresentou no Auditório Fundart no último dia 02 de março, para anunciar a saída da Romaria, que teve início no dia seguinte, 03/03, visitando o Camburi e domingo o bairro da Fazenda.

O público presente teve a oportunidade de conhecer as referências históricas que constituem a tradição milenar, bem como de ouvir ao vivo o grupo de “foliões” que, anualmente, “carrega” essa manifestação.

O grupo é constituído por Pedro Victor (mestre); Jorge Barbosa (viola e voz); Laureana Oliveira (tipe); Mário Luiz de Oliveira (rabeca); Manoel Moisés (viola e voz) e Mário Ricardo de Oliveira (rabeca).

Homenagem aos antigos foliões

Na ocasião a Prefeitura e a Fundart, promotores do evento, homenagearam os antigos foliões: Joaquim Emídio (viola); Otávio Batista (mestre); Iaiá (caixa/tipe); Santinho (viola); Maria Macuca (tipe); Constantino (mestre); Alino (rabeca); Gustavo Barbosa (viola); Dito Rita (viola); Oscar Barbosa (viola); Antonio Manezinho (rabeca); Silverio (viola); Victor Manoel – Vitô (Viola); Generoso (viola); Fabiano Tantão (mestre); Otaviano (viola); Manoel Roque (mestre); Diniz Cabru (viola); Juvenal Félix (rabeca); Adelódio (rabeca); Alfredo Coutinho (viola); Benedito Paratiano (mestre); João Brandão (rabeca); João Ferreira (mordomo); Romão Moreira (mordomo); Gustavinho (viola); Antonio Macuco (mestre); Maneco Armiro (rabeca); Pedro Brandão (mestre); Orlando (mestre); Ricardo (rabeca); João Paulo (viola).


Caminhos da Folia do Divino Espírito Santo / 2012

De três de março até o final de junho (durante quatro meses), o grupo de Folia do Divino Espírito Santo visitará os seguintes bairros:

Região Norte; Camburi, Fazenda da Caixa, Almada, Picinguaba, Praia do Engenho, Praia do Estaleiro, Ubatumirim (praia e sertão), Vila Rolim, Cambucá, Vila Índia, Puruba (praia e sertão), Promirim (praia e sertão), Itamanbuca (vila e sertão), Morro do Tiagão, Praia Vermelha, Barra Seca, Taquaral, Jardim Ubatuba, Sumidouro, Perequê-Açu, Usina Velha e Barra dos Pescadores (centro). Região Sul; Sertão da Quina, Maranduba, Bonete, Fortaleza, Lázaro, Perequê-Mirim, Enseada, Toninhas, Itaguá, Estufa 1 e 2. Região Oeste; Marafunda, Ipiranguinha, Jardim Ipiranga, Vale do Sol e Figueira.

A Folia do Divino Espírito Santo

No contexto cultural de Ubatuba

Os valores de nossa cultura identitária, que se mostram por intermédio de seus portadores autênticos, expressam nosso rico patrimônio imaterial, valorizando nossa cultura.

Considerando a importância das manifestações próprias do lugar, e que representam símbolos fortes de nossa identidade, históricamente, é que temos dedicado atenção para o registro e fomento da cultura caiçara.

Anualmente, o grupo de Folia do Divino Espírito Santo sai em Romaria por bairros do município, em promoção conjunta da Prefeitura Municipal e da Fundart, no sentido de manter viva uma tradição trazida ao Brasil pela colonização portuguesa a partir do século XVII.

O grupo de “foliões” neste 2012, faz sua romaria por várias comunidades, e é constituído de : Jorge Barbosa (viola e voz); Laureana Lúcia de Oliveira Santos (voz); Mário Luiz de Oliveira (rabeca); Pedro Vitor – Mestre (caixa); Mário Ricardo de Oliveira (rabeca) e Manoel Moisés (viola).

PRÓXIMOS EVENTOS FUNDART

– Espetáculo de Dança – dia 24/03

– Exposição Artesanato Quilombola – dias 07 e 08/03

– Encenação da Paixão de Cristo – em dia 06/04

– 89ª Festa de São Pedro Pescador – em Junho

 

Espaço Associação Lira Padre Anchieta de Ubatuba

“Educação Musical e qualidade de vida”

 

Cursos

Associação Lira Padre Anchieta e Fundart oferecem os seguintes cursos:

1 – Coro Adulto da Lira – Aulas de Coral nos dias de segunda e sexta feira das 19 às 21 horas no casarão da FUNDART – Sala Maestro Herculano.

2 – Lira do Amanhã – Projeto que tem como objetivo o ensino da musica instrumental a crianças de 9 a 16 anos de idade. As aulas acontecem aos sábados das 14 às 17 horas no casarão da FUNDART – Sala Maestro Herculano.

3 – Bateria e Percussão – Curso sem limite de idade com início no dia 08 de agosto nos dias de segunda e quarta feiras nos períodos de manhã, tarde e noite no Sobradão da Fundart – Sala Maestro Pedrinho.

Atenção:

Está a venda na Fundart o Cd comemorativo aos 50 anos da Banda Lira Padre Anchieta.

Agenda Cultural

Março

Dia 24 – Sábado

10h00 – Apresentação do “Corpo de Baile de Caraguatatuba”

Praça Bip

16h00 – Wokshop de Dança

Auditório Fundart

20h30 – Apresentação do “Corpo de Baile de Caraguatatuba”

Praça da Matriz

 Dia 29 – Quinta-feira

09h45 – Banda “Lira Pe. Anchieta”

Praça Nóbrega

 31 – Sábado

20h30 – Banda “Lira Pe. Anchieta”

Praça Exaltação à Santa Cruz


À venda na Fundart

Praça Nóbrega, 54 – Centro – Tels. (12) 3833-7000/7001

– Livro “Ser Tão Mar” – Poesia – Jorge Ivan Ferreira e Pedro Paulo T. Pinto – R$10,00

– Livro “Balthazar e Benedicta” – de Maria Helena T. C. de Barros – R$85,00

– Livro “Tradições Culturais do Quilombo da Fazenda” R$ 20,00

– Livro “Terra Ar Fogo e Mar” Pintura e Poesia, autora Judith Ribeiro de Carvalho – R$59,00

– Livro “Com quantas memórias se faz uma canoa” R$ 35,00

– DVD “Com quantas memórias se faz uma canoa” R$ 20,00.

– CD duplo e DVD “Dias de Caiçara” R$ 43,00 e R$ 46,00, respectivamente

– CD “50 anos da Banda “Lira Pe. Anchieta” R$10,00

– CD e revista “O Auto do Boi de Conchas” – R$ 6,00

– DVD “Tributo a Elpídio dos Santos” (Fafá de Belém, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, Zé Geraldo, Negão dos Santos, Renata Marques, Gabriel Guedes, Gabriel Sater, Chico Teixeira, Nô Stopa, Mariana Belém, João Teixeira, Suzana Salles, Joana Egypto e Camilo Frade) R$ 29,90 e o CD R$ 15,00

– CD “Canto Caiçara” R$ 10,00

– CD “Caiçarando” R$ 10,00

– Livro “Ilha Anchieta” – Rebelião, Fatos e Lendas” – do Ten. Samuel Messias de Oliveira – R$ 20,00

– Livro “Eu tenho o meu sonho” – sabedoria e os causos do seu Zé Pedro, Mestre quilombola da Casa da Farinha de Ubatuba-SP

de Moacyr Pinto” R$ 15,00

– Livro “Caiçara: A fartura de um povo na salmoura” R$ 20,00

-Livro “MBA´EPU ETE´” – Instrumentos musicais sagrados dos índios Guarani: Narrativas, Confecção e Uso.” R$ 25,00

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“Povo que não tem memória não tem nada pra contar.”

Idalina Graça

Projeto cultural incentiva prática do surf na comunidade de Camburi, Ubatuba-SP

Cultura Caiçara e Quilombola

Raízes de Ubatuba (SP)

Por Ricardo Toledo em 08/12/11 00:01 GMT-03:00

A confraternização de final de ano da Escolinha de Surf do Camburi aconteceu no último sábado em Ubatuba (SP).

Para quem não conhece, existe um paraíso com este nome em Ubatuba e ele está localizado ao Norte do município. Na verdade, é a última praia do litoral Norte paulista.

Na região, uma comunidade de pescadores cultiva hábitos tradicionais e religiosidade. Há alguns anos, com o auxílio da comunidade, prefeitura e Escolinha do Zecão, foi fundada a escolinha de surf local. O intuito é levar às crianças do bairro uma oportunidade de lazer e cidadania.

Segundo Andréa Arantes, coordenadora do Ponto de Cultura Quilombola (escolinha Jambeiro), o projeto tem objetivo de manter intacta a cultura dos moradores do Camburi.

Para que isso seja possível, fomentam atividades e eventos inerentes às tradições locais – festividades, culinária, artesanato – a prática do esporte e o lazer dos moradores.

“Gostaria de agradecer à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, à comunidade local, aos instrutores Juliano Damasceno e Felipe Barone, ao Zecão e família e à família Toledo, que doou algumas pranchas do Filipinho para a escolinha”, conta Arantes.

“Tenho prazer em ajudar a desenvolver o surf na comunidade. Não há satisfação maior do que ver o sorriso estampado no rosto das crianças. Pode estar o frio que for, elas estarão ali, esperando a hora de surfar”, afirma Zecão.

“Quero agradecer a oportunidade de ter conhecido pessoas tão simples e verdadeiras. Venho aqui com minha família há anos e senti uma ligação muito forte desde a primeira vez que visitei o pico. Volto sempre que posso, inclusive para acampar por longos dias e pegar altas”, comenta Ricardo Toledo, bicampeão brasileiro de surf.

Confira na galeria de imagens os melhores momentos da confraternização.

Fonte: http://waves.terra.com.br/surf/fotos/raizes-de-ubatuba-%28sp%29/50518