Juçara: colheita

A palmeira juçara, ameaçada de extinção pela exploração de seu palmito, começa a se recuperar graças ao plantio e ao manejo sustentável por parte de comunidades negras da Mata Atlântica, o bioma mais desmatado do Brasil.

Em Ubatuba, no litoral Norte de São Paulo, a cerca de 400 quilômetros do Vale do Ribeira, um projeto do Instituto de Permacultura e Vilas Ecológicas da Mata Atlântica (IPEMA) com quilombolas, indígenas e camponeses, já está produzindo uma tonelada de polpa de juçara com a colheita da primeira produção que abastecerá as creches de Ubatuba. O IPEMA (www.ipemabrasil.org.br) orienta planos de manejo e plantio de juçara. A polpa tem quatro vezes mais antocianina – pigmento antioxidante – que o açaí, e, portanto, um “forte poder medicinal”. Além disso, a juçara pode ser uma fonte adicional de renda, e o aproveitamento de seus frutos promove a conservação florestal e a biodiversidade da Mata Atlântica.

O plantio da juçara, cujo nome cientifico é Euterpe edulis Martius, tem de ser feito em áreas florestais porque ela precisa de sombra em seus primeiros tempos, e paciência, porque leva cerca de oito anos para produzir frutos e um bom palmito.

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Em Cambury, a comunidade já desenvolve esta consciência, principalmente entre os jovens caiçaras e quilombolas. Agora eles plantam juçara em lugar de cortar para aproveitar apenas seu caule comestível, o palmito, com forte demanda no mercado.

O jovem quilombola Alex dos Santos desenvolveu rapidamente a técnica da colheita dos frutos, cuja polpa tem um valor nutricional semelhante ao do açaí, uma palmeira amazônica do mesmo gênero que já conquistou um grande mercado por suas qualidades energéticas.

Veja o vídeo, acessando o link em: http://youtu.be/AluiQeF-HcQ

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