Ação Cultural: começou a Oficina de Fotografia Pinhole

Ontem, dia 8 de Julho, teve início a Oficina de Fotografia Pinhole, no Quilombo do Cambury, e vai durar até o final de semana.

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O que é o Projeto?

Desde 2004, o projeto Click na Lata e Cia atende crianças e jovens da periferia de São Paulo, ensinando-lhes a arte da Fotografia. No começo acontecia na Vila Maria Alta, Centro Social Leão XIII, sob o nome de Projeto Olho Mágico. Depois, consolidou-se em 2007, na SAMOSI – Sociedade Amigos dos Moradores de Vila Santa Inês, sendo contemplado/subsidiado com os prêmios Criando Asas – Instituto Asas/Red Bull e Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias (2007/2008), Programa VAI – Valorização às Iniciativas Culturais – Prefeitura de São Paulo (2008/2009), Prêmio Cultura Viva – Ponto de Cultura (2009-2012) e Prêmio Laureate – Universidade Anhembi-Morumbi/Laureate Foundation (2012).

 

Passados 9 anos de projeto, o Click na Lata e Cia… atendeu mais de 1000 pessoas, principalmente crianças e jovens, além de adultos, também curiosos. Realizou mais de 15 exposições e pelo menos 10 workshops, realizados em lugares variados como a Fundação Casa, Casas de Cultura, ONGs e Diversos eventos coletivos e colaborativos. A ideia do projeto, além de propiciar o primeiro contato com a arte da fotografia pinhole (câmera escura), é ampliar a visão de mundo das pessoas, fazendo-as perceber o seu mundo e seu entorno de maneira diferente. Incentivamos no aluno a descoberta e questionamos o seu olhar, por meio das oficinas.

 

A oficina é um encontro lúdico, onde os alunos confeccionam primeiro uma Caixa Ótica (caixa de luz), e em seguida reciclam uma lata, transformando-a numa câmera fotográfica de orifício (câmera escura). Num laboratório improvisado, os próprios alunos “carregam” e depois de um passeio fotográfico pela comunidade, revelam , lavam e estendem num varal coletivo, suas fotos. A oficina é realizada com “pinceladas” nas aulas que se aliam e alinham a qualquer componente curricular como Língua Portuguesa, História, Geografia, Matemática, Química, Física, entre outros. Ao final, é realizada uma exposição aberta aos pais, amigos e comunidade.

 

Click na Lata e Cia… é portanto o “carro-chefe” do Coletivo Mundo em Foco, formado em 2004, por jovens engajados com questões sociais que envolvem a comunidade. O grupo trabalha diretamente com diversas tecnologias e temas como: tv, vídeo, cinema, internet, fotografia, artes plásticas, meio ambiente, teatro, literatura, entre outros.

 

De onde surgiu a ideia de uma Oficina no Quilombo?

 

De um amigo, fotógrafo e apoiador do projeto, o fotógrafo Márcio Ramos, antigo morador de Ubatuba, que visitou a comunidade por muitas vezes ainda sem energia elétrica. Ele sempre teve o desejo de realizar uma oficina de fotografia, mas os novos trabalhos e desafios o impediram de retornar. O Márcio, quando nos conheceu em 2009, logo sugeriu de realizar uma oficina lá. A vontade sempre foi grande e acreditamos que dessa vez, conseguiremos. Impulsionados pelo Hub Fellowship – Jovens Empreendedores Sociais, nós do Mundo em Foco, resolvemos topar o desafio de levantar uma grana e realizar um sonho que vem atravessando os anos.

 

A oficina visa registrar a comunidade do Quilombo do Cambury, ajudando na documentação histórica do local, retratando seus costumes, suas crenças, memórias, saberes, artes, geografia e seu povo. Buscamos um intercâmbio cultural, onde a troca de saberes se fará presente e necessária. É nesse intuito de escuta, olhar o próximo, sentir suas necessidades e expor seus sentimentos por meio da arte que queremos estar presentes na localidade.

A oficina começou ontem, dia 8 e vai durar a semana toda!!!

LINKS PARA ENTENDER MELHOR:

 

Começou a Oficina de Fotografia Pinhole na sede da Associação quilombola do Cambury. No detalhe, Catarina e os jovens da comunidade. Julho 2013.

 

 

 

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Memória viva da cultura de Cambury “Vai quem quer”

Bloco carnavalesco do Cambury “Vai quem quer”

A elite cultural do país costuma ignorar a existência das festas populares. A boa notícia é que em 2013, o bloco de carnaval popular do Cambury “Vai quem quer” foi reconhecido pela Fundart e a Secretaria de Cultura do município, como um dos mais antigos da cidade de Ubatuba.

O idealizador e promotor da tradicional marcha de carnaval é o caiçara conhecido como Simão Preto, homem simples, cordial e hospitaleiro, que mora no setor Jambeiro do bairro do Cambury, entre o mangue e a praia. Lá, ele recebe vários amigos e outros amantes do samba para se divertir, trocar ideias e pensar formas de intervenção cultural na região norte do estado de São Paulo, bastante esquecida pelo poder público há algumas décadas.

Simão Preto, mestre e regente do tradicional bloco do Vai Quem Qué, divide seu quintal com uma comunidade de guaiamuns, caranguejos de restinga. Neste vídeo ele nos conta como seus inquilinos reagem à presença da luz. “É o guaiamum em choque com a noite que reluz! Óh que saudade!”

Simão Preto é como um mestre griô que reúne amigos em torno do canto, da música e do batuque dos tambores, expressão cultural que faz parte da tradição dos moradores caiçaras e quilombolas do bairro do Cambury, divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Veja galeria de imagens sobre o Bloco de Carnaval “Vai Quem Quer”, organizado por Simão Preto, na praia do Cambury:

https://estacaomemoriacamburi.wordpress.com/protagonistas/simao-preto/.

Camiseta oficial do bloco de carnaval do Cambury "Vai quem quer", 10 de fevereiro de 2013.

Camiseta oficial do bloco de carnaval do Cambury “Vai quem quer”, 10 de fevereiro de 2013.

Por que não construir PONTES em Cambury?

FAZ QUASE TRÊS ANOS QUE A COMUNIDADE RECLAMA DO PODER PÚBLICO A CONSTRUÇÃO DE PONTES NO QUILOMBO DE CAMBURY.

A presença de um engenheiro da prefeitura, com boa formação profissional, revelaria a necessidade reclamada pelos moradores da última praia de Ubatuba, no litoral norte do estado de São Paulo.

A Associação dos Moradores Caiçaras (AMBAÇA) e a Associação dos Quilombolas de Cambury, em UBATUBA, litoral norte, reclama desde 2009 para que providências sejam tomadas quanto a ACESSIBILIDADE de idosos e crianças.

http://clinicadotexto.wordpress.com/2012/07/31/passados-3-anos-comunidade-de-camburi-ainda-continua-sem-pontes/

1a. Jornada: “Oficinas de Memória, Informação e Escrita”

Programação

“Oficinas de Memória, Informação e Escrita”

11 a 15 de Julho 2012

Escolinha Jambeiro, Cambury, Ubatuba, SP

escolinhajambeiro@gmail.com

 

Atividades Pedagógicas

Dia

Horário

A) Apresentação da proposta pedagógica (objetivos, fins, etapas, desenho das oficinas etc.), com Valter Luz; *

B) Exposição de Memórias Digitais (telão, ppt, notebooks)

C) Memória e Experiência: Levantamento Fauna / Flora / Relatos orais idosos “madeira boa” – Busca temática

1ª. Oficina Desenho Básico: Fauna / Flora Cambury – 3hs

 

11 Julho

Qua

 

 

 

9-12hs

 

 

 

 

14-17hs

 

 2ª. Oficina Desenho Esboços + Xilogravura Parte I

 

Oficina Xilogravura Parte II – 3hs (técnicas e impressão)

 

12 Julho

Qui

 

9-12hs

 

14-17hs

 

 3ª. Oficina Poema narrativo I (Cordel) – Jogos narrativos; Diálogo memória local / memória universal (histórias, relatos)

 

 

13 Julho

Sex

 

 

9-12hs

 

 

14-17hs

 

 4ª. Oficina Xilogravura II – 3hs

 

– Produção textual escrita – transformar oralidade em escrita

– Poema narrativo II (Cordel/festas/ lugares/ )

 

 

14 Julho

Sáb

 

9-12hs

 

14-17hs

 

 Exposição e Leitura:

 

– Apresentação dos produtos das Oficinas

– Avaliação da semana, depoimentos e relatos pessoais.

Apresentação de sugestão de cronograma de atividades 2º Sem 2012: WordPress / capoeira/ instrumentos musicais.-

 

15 Julho

Dom

 

 

 

Aberta

julho

9 – 17hs

 

 

 Confraternização – viola caipira e batucada

 

SÁBADO

 

 

 

TODA AJUDA E COLABORAÇÃO SERÃO BEM-VINDAS.

MAIS INFORMAÇÕES: estacaomemoriacamburi@gmail.com

Edison Pesquisador – edisonlz@usp.br

Valter Luz, Educador  – vjsouza63@hotmail.com

Patrícia Cristina, Técnica Biblioteconomia – paticrisbela@yahoo.com.br

Circuito Quilombola do Vale do Ribeira

O Circuito Quilombola do Vale do Ribeira é um roteiro turístico que envolve os territórios quilombolas André Lopes, Ivaporunduva, Mandira, Pedro Cubas, Pedro Cubas de Cima, São Pedro e Sapatu. Realizado pelo Instituto Socioambiaental (ISA), em parceria com as comunidades quilombolas, o projeto formado por 65 atrativos culturais, naturais e gastronômicos, também conta com o calendário de festas quilombolas para promover a geração de renda nas comunidades.

No entanto, a expectativa dos quilombolas vai além do retorno econômico do projeto. “O turismo é para ser só mais uma fatia no bolo que é o orçamento familiar”, afirmou Ditão, liderança quilombola de Ivaporunduva. “As coisas em relação ao turismo foram acontecendo conforme a necessidade, devagarzinho”, acrescentou. Para Edvina Tiê, a Diva, de Pedro Cubas de Cima, o turismo deve servir também para manter os jovens na comunidade e envolvê-los nas questões comunitárias. Segundo Maurício de Carvalho, técnico responsável pelo projeto, “ao mesmo tempo que possibilita ao visitante conhecer a história de luta dos quilombos pela manutenção de sua cultura e de seus territórios, o Circuito Quilombola permite às pessoas participar do cotidiano das comunidades, observando seus conhecimentos tradicionais, visitando as belezas naturais e contribuindo para preservar as riquezas da sociobiodiversidade da região”.

Os interessados em visitar o Circuito Quilombola devem agendar visita com no mínimo 10 dias de antecedência.

Você pode obter mais informações, visitando o site http://www.circuitoquilombola.org.br/.

Aprendendo a pescar nos oceanos da informação: a construção dos saberes

O conceito de dispositivo refere-se a um agenciamento de elementos tendo em vista uma finalidade, ou seja, atenta não só para aspectos da gramática dos artefatos, como para sua finalidade, demandando, nesse aspecto, um qualificador. De acordo com o professor Edmir Perrotti, “ser constituído e organizado para conservar, é diferente de ser constituído e organizado para difundir, que, por sua vez, é diferente de ser constituído e organizado para ser apropriado”.

A Estação Memória Cambury se caracteriza como agenciamento de elementos concretos e abstratos, pautados por critérios gerais de ordenação que visam processos de apropriação simbólica e de protagonismo cultural. A finalidade do dispositivo é infoeducar, uma vez que, no mundo contemporâneo, todos nós necessitamos estar permanentemente aprendendo a nos informar, seja nas escolas, nos ambientes de trabalho ou domésticos, nas bibliotecas ou outras instituições culturais e estas precisam, por sua vez, refazerem-se em função de tais demandas.
Diferentemente de outras estações culturais, a Estação Memória Cambury não disponibiliza apenas informações, mas visa à apropriação. Não pretende oferece apenas o peixe, mas, ao oferecê-lo, ensinar sistematicamente a buscar significados nos oceanos dispersivos do universo da informação. Constitui-se como um metadispositivo de aprendizagem informacional indispensável aos processos de apropriação simbólica.