Homenagem póstuma à memoria viva do Cambury

Sr. Genésio dos Santos (*27.03.1927 – +12.01.2019) fala sobre a grilagem das terras no Cambury e conta um pouco da história e da luta para a formação da Associação do Quilombo do Cambury. Liderança respeitada e o mais antigo morador da comunidade, o mestre foi um símbolo de resistência e luta para a preservação sociocultural do quilombo, ao lado de Simão Preto, que adotou a comunidade para viver e ajuntar forças para o reconhecimento e titulação das terras do quilombo. Em Cambury, vivem muitas famílias caiçaras e quilombolas protegidas pela lei conquistada com muito esforço, embora permanentemente ameaçadas pela tirania do mercado, a impotência e omissão do Estado.

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Caiçara e biblioteca viva do Cambury, Tia Alcina faleceu ontem!

Ontem, dia 09 de janeiro, às 8 horas da manhã, a querida Tia Alcina descansou, depois de uma longa vida desfrutada quase sempre com os mínimos vitais. Ao lado do Sr. Genésio dos Santos (que ainda está vivo), Tia Alcina era uma das Caiçaras mais idosas do Camburi. Durante muitos anos viveu numa casinha simples e era querida por todo mundo. Conforme já dizem “sempre brilhará nos corações e na memória da população caiçara e indígena do litoral norte! Sim. Porque ela era bastante conhecida entre os índios da região e uma das poucas mulheres a falar tupi!

Uma das mulheres mais sábias do Cambury das Pedras Ubatuba SP. A anciã era uma biblioteca viva, de histórias e memórias, sobre os acontecimentos da praia e do sertão do Cambury. No dia 04 de março de 2017 ela completaria 95 anos.

O Enterro estava previsto para às 10hs no Cemitério de Cambury

O velório aconteceu hoje dia 10 de janeiro no centro comunitário.

 

Assista ao vídeo em homenagem à Tia Alcina, que deixa muitas saudades.

 

Memórias do Cambury – Quilombolas e caiçaras
https://www.youtube.com/embed/WEZ2Al3dLkM

 

Cambury mais triste: nota de falecimento

Não faz muito tempo, faleceu o grande amigo caiçara Zé Roberto do Cambury, deixando a comunidade mais triste. Ontem, o Cambury perdeu uma de suas matriarcas, mulher guerreira, caiçara, esposa do falecido Sr. Miguel da Cruz e mãe da Rosa Laureana, Monca, Dica, Simão Branco, além de netos e netas. Dona Maria Laureana faleceu ontem (15/02/2016) e deixou muita saudade, muitas histórias, piadas e brincadeiras que só ela sabia contar. DESCANSE EM PAZ.

Abraço forte do amigo Violeiro a todos os familiares e amigos.

Caiçara é assassinado a tiros durante assalto em Cambury

Nesta madrugada de segunda-feira (06.abril) quadrilha de bandidos matou a tiros o caiçara de 74 anos, conhecido como Sr. Ailton, zelador do camping Ipê, desde a década de 1970. Não resistiu e morreu no local. O seu filho, de 20 anos, também foi baleado por criminosos após o assalto, ocorrido na praia do Cambury, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

Preço da vida: quadrilha fugiu com R$ 7 mil

De acordo com a Polícia Militar, cerca de quatro homens invadiram  a casa onde eles moravam no bairro Camburi e fugiram levando dinheiro. A polícia informou que a ação teve início por volta da meia-noite, quando os assaltantes renderam o idoso e a esposa dele pedindo dinheiro. Após ser ameaçado, o homem entregou uma quantia de R$ 7 mil aos criminosos, que ainda o levaram para o lado de fora da casa e pediram mais dinheiro.
Ao perceber que o idoso já tinha entregado todo dinheiro que tinha guardado, a quadrilha efetuou dois disparos contra ele. O homem, que era proprietário de um camping na cidade, ficou ferido no tórax e no abdômen. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Ao ouvir os tiros, o filho do casal que dormia no imóvel, saiu da casa e se deparou com os assaltantes. Ele foi atingido por um tiro no braço e encaminhado para a Santa Casa da cidade. Após a ação, os criminosos fugiram em motocicletas levando o dinheiro roubado. Ninguém foi preso e o caso será investigado pela Polícia Civil.

Camping Ipê

O Ypê Camping foi fundado no final da década de 1970 pelo Sr. Airton em uma área descampada de 50.000 metros quadrados em frente à Praia Mansa de Cambury, com a ajuda da Elza Fontenelle plantaram árvores frutíferas por todo o camping (araçazeiro, goiabeiras, cajuzeiros etc.), criando o espaço agradável que se tem hoje com sombras e frutas, fizeram também o primeiro restaurante na Vila e banheiros com chuveiro quente aquecido por caldeira (hoje os chuveiros são elétricos e a agua vem direto das cachoeiras).

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Mediação cultural com os parceiros de Cambury: o rio que muda…

Caros Amigos e Amigas do Quilombo Cambury!!!
A obra está disponível para DOWNLOAD na Biblioteca Digital da USP:

Estação memória Cambury: mediação cultural com os parceiros do rio que muda

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-19112013-161748/pt-br.php

RESUMO: estudo exploratório sobre o processo de mediação e apropriação cultural de informação em um contexto social, marcado historicamente pela expropriação cultural – Cambury – uma comunidade rural formada por pescadores e quilombolas que vivem na Mata Atlântica. A análise de campo e as reflexões teóricas se debruçaram sobre o papel do mediador e dos dispositivos informacionais, tendo como referência metodológica a pedagogia dialógica das Oficinas de Memória, espaço privilegiado para experimentação de saberes, trocas culturais e simbólicas. Como resultado, formulamos categorias significativas de análise do mediador cultural, cujo amálgama de saberes (informacionais; procedimentais e atitudinais) julgamos indispensável aos processos de significação em territórios simbólicos diferenciados. Como produto de conhecimento no campo da pesquisa social aplicada, criamos o dispositivo infoeducativo – Estação Memória Cambury – conjugado à interface de comunicação digital; e desenvolvemos referenciais teóricos e metodológicos que podem contribuir em futuras práticas infoeducativas que favoreçam a produção, circulação e apropriação social de saberes com os sujeitos do saber, confrontando-os com a questão do sentido da vida, do mundo e de si mesmos.

Protagonistas de Cambury, 2011-2013.

Protagonistas de Cambury, 2011-2013.

SANTOS, Edison Luís dos. Estação memória Cambury: mediação cultural com os parceiros do rio que muda.

São Paulo: ECA, USP, 2013. 101p.

Forte abraço do Edison, o violeiro!