Cambury: sem terra e sem peixe, na unha do Estado!

Publicamos excelente documentário produzido pelo Via legal no Cambury. Em pouco mais de 5 (cinco) minutos, descreve o impasse ambiental e a disputa pela posse da área que há muitos anos são o pesadelo dos moradores caiçaras e quilombolas do bairro do Cambury, localizado no Km. 1 da BR 101, divisa de Ubatuba com Paraty, litoral norte de São Paulo. Mostra o cotidiano da roça e do artesanato produzido na comunidade para gerar renda, já que NÃO TEM PEIXE, NEM TERRA PARA PLANTAR.

Os quilombolas vivem há mais de 200 anos no local, desde o tempo da “Toca da Josefa”, escrava que fugiu da escravidão e se escondeu no coração do sertão do Cambury. A briga para conseguir o título da terra começou há mais de uma década e envolve muitos outros aspectos, tais como grilagem, ocupação por moradores de fora, expropriação política, trabalho precarizado, subemprego, falta de saneamento…

OMISSÃO DO ESTADO EMPERRA A VIDA NO CAMBURY

A matéria do Via Legal ouviu a comunidade para esclarecer à sociedade as violações de direitos que emperra a vida desses moradores: saúde, educação, terra, trabalho e alimentação digna.

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5 pensamentos sobre “Cambury: sem terra e sem peixe, na unha do Estado!

  1. Muito bom ver o Quilombo do Cambury, através do Vídeo. Eu conheci o Quilombo em 1977/1978 e voltei por alguns anos . Eu acampava de frente pra praia em frente a um a pequena Igreja. Vi que foi mencionado o nome do Sr. Genésio. será que é o mesmo sr. que conheci naquela época? Banho de cachoeira, muito peixe fresco. Vivi bons momentos por lá. Eu ficava acampado 30 dias. Tá que eu conhecia todo mundo do lugar. Tinha uma garotinha que sempre conversava com a gente e que nos ensinou a pescar na praia com linhada. Uma vez pegaram uma tartaruga enorme na rede e como a praia estava cheia de acampamentos pois era carnaval, as pessoas se cotizaram e compraram a tartaruga e a devolveram ao mar. Era uma tartaruga enorme acho que tinha 1m quadrado.
    Tenho saudades dessa época.

  2. Acompanho gerenciamento costeiro,apa e, ligado ao movimento negro,fico observando sacanagens q fazem contra a gente.

  3. Deixo aqui meu comentário sobre esta matéria!
    O significado desta ação não é só para minha vida e sim uma perda irreversível da cultura nacional. Onde um país que tanto defende os direitos humanos, direitos humanos entre aspas, vem de forma impiedosa tirar os direitos daqueles que chegaram a 200 anos na terra. Não revindicam nada só apenas o direito de viver onde nasceram.É fácil adquirir um diploma e sentar atrás de uma mesa dando canetada em qualquer imposição do meio ambiente sem o conhecimento de causa, assim é fácil ser doutor.Quero ver essas pessoas vivenciar o dia a dia de um caiçara abandonado e massacrado pela uma lei que criaram se fundamento.Eu também sou a favor da preservação da natureza sim!, mas com normas e bom senso. Hoje já é difícil pra quem mora num grande centro e tem a informação a todo instante nas mãos, a disputa no mercado de trabalho é grande para aqueles bem informado, agora imagine para aqueles que nasceram e fazem parte de uma cultura rústica e artesanal, o que fazer com esse povo tirar de lá, para levar pra onde.Muito se fala em preservar muito bem! agora pergunto eu preservar pra que?, e pra quem ?. O que eu entendo é que se preserve para que o ser humano tenha uma qualidade de vida melhor, mas está acontecendo ao contrário, estão preservando uma arvore e matando a espécie humana. Em fim este modo de preservar é totalmente desumano e politiqueiro,onde num país que se diz democrático nada mais é um país que impera a desigualdade e quem tem dinheiro compra a mentira traduzindo em verdade., assolando aqueles menos favorecidos e pobres. façam uma experiência levem o caiçara lá do camburi e soltem na grande cidade e vá sobreviver lá no camburi os entendido em meio ambiente, onde internet é só por via cipó, celular é ainda é com duas caixas de fosforo amarrado em uma corda. Eu fiz este comentário por sentir na pele o aquele povo sente, também sou filho de lá. Minha bisavó nada mais é do que a raiz do quilombo, Dona Maria Cristina do Rosário.

    • Agradecemos imensamente pelo comentário de Dona Maria Cristina do Rosário. Especialmente, pela solidariedade e visão crítica a respeito do contexto do Cambury. Forte abraço dos amigos da Estação Memória Cambury.

  4. Pingback: Cambury: sem terra e sem peixe, na unha do Estado! | Agudos Quilombo

Qual o significado dessa ação para a sua vida?

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